sexta-feira, 24 de novembro de 2017

A 8 PASSOS DO SEU PATROCÍNIO

Não é de hoje que a situação financeira do brasileiro está um caos.
A vaca só não foi pro brejo ainda porque ela não tem o dinheiro da condução.
Já perdi as contas de todos os aumentos de que ouvi falar só este ano. Gasolina, energia, Cosip, gasolina, gás de cozinha, planos de saúde, gasolina outra vez, etc.
Parece que, se eu espirrar, o preço da gasolina sobe de novo.
E à medida que nosso orçamento doméstico vai apanhando da crise financeira, as participações em corridas de rua vão ficando cada vez mais comprometidas.
O leitinho das crianças será sempre a nossa prioridade.
Uma alternativa que pode nos ajudar a manter a regularidade nas provas é a parceria com um patrocinador.
Algumas empresas ainda estão dispostas a subsidiar atletas amadores em seus esportes. Mas é preciso saber garimpar o mercado para poder encontrá-las.
Embora não haja regras, não podemos dar de ombros para alguns pontos que são fundamentais na busca pelo nosso apoiador.
Convidei o Dr. Darth Vader, Especialista Intergaláctico em Gestão de Carreiras, Diretor Executivo da Star Wars Corporation, para responder a 8 questões que vão nos ajudar nesta procura insana.
1 – A primeira empresa, onde devo procurar patrocínio, é aquela em que eu trabalho?
Não. Nada a ver, não viaja.
Embora seja comum o pessoal procurar o Administrativo da firma, pra pedir ajuda, esta nem sempre será a melhor opção. Na verdade, quase nunca será.
Você tem que considerar qualquer hipótese. Exceto, procurar patrocínio na concorrência. 
2 – A melhor maneira de fazer o primeiro contato é por telefone? 
Sim, não, e talvez. 
Se você estiver confiante a ponto de desenrolar bem o assunto, sim. 
Se você não sabe por onde, bolhunfas, andará a sua confiança, daí não. 
Para os demais casos, talvez. 
3 – E se eu me apresentar pessoalmente e ainda assim levar um “não”? 
Se você só ganhar um aperto de mão, ótimo! 
Se você ganhar um aperto de mão e um tapinha nas costas, fantástico! 
Se você ganhar um aperto de mão, um tapinha nas costas, e votos de felicidades, no mínimo, retribua a gentileza. 
Pode ser que a impressão que você passou durante a conversa faça surtir o efeito só mais tarde, no travesseiro do cara.

O representante da empresa poderá voltar atrás, caso tenha lhe dito um “não”. 
Mas ele também poderá voltar atrás, caso tenha lhe dito “sim”, o que é pior. 
A cordialidade, em todos os casos, poderá salvar o teu dia. 
4 – Quantos patrocinadores posso ter? 
Se estiver sonhando, pode ter quantos quiser. 
Mas, no começo do texto você falava em “garimpar”... 
5 – Tá certo. E que contrapartida eu posso oferecer? 
A exposição da marca, logicamente, com muita responsabilidade e os cuidados que se deve ter. 
Vale lembrar, que uma empresa pode ter publicidade de várias maneiras, mas o corredor de rua é que é dinâmico, simpático e inteligente. 
Nunca vi um outdoor cruzando uma linha de chegada, por exemplo. 
6 – As redes sociais são um ponto a favor do atleta? 
As empresas também investem em mídia social. E, geralmente, fazem isso através de pessoas especializadas, inclusive, mais preparadas do que você. 
Evite criar polêmicas em público, difundir a ostentação, ou simplesmente “causar” no Facebook, Twitter ou Instagram. Nestes casos, as redes sociais representariam pontos a seu desfavor. 
7 – Que tipos de empresas podem querer me patrocinar? 
Não existem restrições na hora de buscar um apoiador. É igual procurar emprego, só que diferente. 
Mas, é verdade que algumas empresas sinalizam com mais disposição em patrocinar corredores, por terem suas atividades econômicas ligadas ao esporte. Lojas de suplementos alimentares, academias de ginástica e musculação, lojas de materiais esportivos, assessorias esportivas, entre outras, são exemplos de empresas que curtem os atletas. 
Por outro lado, indústrias tabagistas e de bebidas alcoólicas não vão querer te ver correndo.
8 – O que são os patrocínios pontuais? 
São aqueles casos em que você vai ter apoio para determinadas provas. 
É uma forma alternativa de obter alguma ajuda nesses tempos difíceis. 
Assim, você poderá manter contato com algumas empresas para participações esporádicas nas corridas. 
Com uma boa programação, será possível revezar entre dois patrocinadores ou mais. 
Neste caso, dá até pra convencer o Administrativo da firma a te dar uma forcinha para a São Silvestre. 
De quebra, você pode sair no jornalzinho interno, ficar conhecido e servir de exemplo para os colegas; ganhar o apelido de Bolt, tornar-se amigo do chefe, ser promovido e comprar as ações da empresa; ficar rico, comprar um Rolls-Royce, um Rolex, e nunca mais ter que se preocupar com o aumento no preço da gasolina, do plano de saúde ou do gás de cozinha.
Bora galera!!! 
Obrigado pela leitura.

2 comentários:

  1. Ótimo texto Marciano e muito boas as dicas. Custa muito pouco para as empresas e não fica somente na rua, vai para as redes sociais também, sem contar a imagem que fica de apoio ao esporte um dos grande beneficiários da saúde.
    Parabéns!!

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