sexta-feira, 2 de junho de 2017

CORRIDA E NOVELA

Minha esposa fala que eu sou noveleiro, mas isso não é verdade.
Eu tenho o meu trabalho, as minhas corridas, as tarefas domésticas e as atenções com o Pedro. Não tenho tempo pra ficar assistindo novela.
É por isso que eu acompanho os resumos dos capítulos pela internet mesmo... Hehehe.

Em casa eu assisto por acaso, na coincidência de estar em frente à tevê no mesmo horário e canal todos os dias. 
Não, não. Eu não sou tão vidrado assim.
Mas admito que gosto de ver as atuações da Alinne Moraes numa novela e da Paolla Oliveira na outra. Admiro pessoas de talento.
Algumas vezes já troquei treino de corrida por um capítulo de novela. Mas eu precisava ver a sequência das cenas encerradas no dia anterior. Aí tive que ir deixando de treinar até que as coisas se resolvessem na trama. Eu já estava envolvido.
Acho que deveriam escrever uma novela sobre os corredores de rua.
O protagonista poderia ser um homem, inicialmente, sedentário.
Ou poderia ser uma mulher.
Quem sabe poderia ser um casal.
Os dois se conheceriam numa prova, sei lá.
O homem passaria mal em sua primeira corrida e cairia desmaiado.
A mulher, dotada de conhecimentos médicos, faria nele uma massagem cardíaca e respiração boca a boca... Hahaha.
Depois de ele insistir em agradecê-la e os dois trocarem algumas gentilezas iniciariam o namoro.
A protagonista seria a Paolla Oliveira.
A história se passaria entre treinos, corridas e cenas românticas.
A mãe da mocinha seria uma vilã chamada Dona Canelite, especialista em boicotar os exercícios da filha.
Fazendo justiça à má fama que acompanha as sogras desde que o mundo é mundo, o objetivo da Dona Canelite seria o de melar o namoro da filha com o pobre corredor.
De quebra, ela faria tudo para que a moça se casasse com um homem rico do lugar, megaempresário do ramo de fast food e acionista de uma grande indústria tabagista. Seu nome poderia ser Luís Cardio Patife (em novela que se preze o cara tem que ter nome composto).

Outro vilão da nossa história seria um ex-padre irlandês chamado Cornelius (não inventei, é o nome verdadeiro daquele lunático), que agarraria qualquer pessoa que ele visse praticando a corrida pelas ruas da cidade.


Ele seria tipo o "Homem-do-saco" para os adultos.
Enfim.
A trama se desenvolveria em torno das evoluções de performance do mocinho e da mocinha, que começariam correndo provas curtas, sem grandes pretensões, até chegarem às corridas de longa distância em condições de disputar os primeiros lugares.
Logicamente, esse post seria incapaz de contar todas as armações e bizarrices que poderiam acontecer neste cenário. Não tenho essa intenção.
Só posso dizer que no último capítulo teríamos quinze casamentos (inclusive o da Dona Canelite com o Luís Cardio, depois de falido) e nasceriam vinte e sete lindos bebezinhos.
A cena derradeira teria a Paolla Oliveira cruzando a linha de chegada de uma maratona, em primeiro lugar, linda, pomposa, e sem uma gota de suor no belo rosto maquiado.


Chega por hoje porque Rock Story já vai começar.
Abraços, e obrigado pela leitura.

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