sábado, 11 de março de 2017

SOBRE A MOTIVAÇÃO

Quando nos lançamos às práticas esportivas, geralmente, fazemos cheios de empolgação.
O primeiro momento vem carregado de novidades e passamos a enxergar um universo de possibilidades em relação ao esporte.
Quando escolhemos a corrida de rua, por exemplo, passamos a navegar por sites de materiais esportivos em busca de itens que possam nos tornar mais rápidos, mais resistentes, ou mais elegantes (quem é que nunca escolheu um par de tênis por causa da cor?).
  


Com o passar do tempo perdemos um pouco do entusiasmo, mas continuamos a correr. É normal sentirmos insegurança sobre a real motivação para ainda estarmos firmes, ou nem tão firmes.
Manter-se indiferente é ainda pior. É sinal de não estar vivenciando com intensidade qualquer experiência. Só questiona quem tem o interesse por alguma coisa. 
E é, justamente, nessa hora que balançamos.


Onde buscar motivação quando sentimos que a perdemos?


A precipitação nos faz procurar no outro uma razão para continuarmos correndo.
Sentimos falta de um elogio a respeito de nossa disposição, de uma pergunta sobre o que pretendemos melhorar, de um comentário qualquer que nos levante a autoestima.


Temos impressão, inclusive, de que a falta de tempo é qualquer indisponibilidade causada por terceiros. Esquecemos que o dia tem vinte e quatro horas e que precisamos de, pelo menos, trinta minutos para "fazermos nossa lição".


Na verdade, motivação vem de dentro.
Cada pessoa tem um ideal que impulsiona suas ações, seja no âmbito pessoal, profissional, assim como pode ser na corrida também.
Quando participamos de uma prova, por mais desgastante que ela seja, não é o acaso que nos mantém firmes, mas algo que idealizamos para depois do portal de chegada. É o nosso pote de ouro no final do arco-íris.
Costumo dizer que o melhor de uma boa corrida é quando acaba a corrida.
Quantos casos já vimos de atletas chegando arrasados, maltratados e quase arrastados em final de prova?
É o tamanho do ideal de cada um, ou o tamanho do seu pote de ouro, que determina o quanto vale a pena a sua entrega e a sua superação.
Não adiantará nada ter o melhor material de corrida, o relógio mais preciso ou a viseira mais bacana. Não importará se o tênis que você escolheu foi o verde, o amarelo, o branco ou o azul. Não fará sentido ter dúvidas sobre postura, tipos de pisadas e a eficácia das meias compressivas.
Se não tivermos motivação não sairemos da cama.

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