terça-feira, 8 de novembro de 2016

MEIA MARATONA DE POMERODE 2016

Saudações amigos!!! 
Quantas saudades vocês estavam de mim, não é?
Minha nossa! Foram muitos e-mails, telefonemas, manifestações para que eu voltasse a escrever no blog que eu nem podia mais sair de casa pelo portão da frente.
Teve gente acampada na minha rua, passeatas, carreatas entre outras demonstrações de carinho.
Foi muito comovente. Mesmo.


Enquanto isso, eu escolhia a prova ideal para este retorno. Uma corrida que fosse tradicional. Daquelas que mobilizam a galera.
E a Meia Maratona de Pomerode tem essa característica. Ela atrai corredores velozes e resistentes que buscam um lugar no pódio. Atrai atletas que buscam melhores marcas pessoais, mesmo sem grandes pretensões de premiação. Atrai corredores que, simplesmente, buscam completar o percurso. E atrai aqueles que tem no quilômetro dezenove a sua maior motivação, que é onde começa a ser distribuído o chope.
As bandinhas alemãs também encantam. Além da organização da prova, quase impecável.


Antes de tudo eu já pensava em como iria contar sobre a corrida aos amigos.
A inscrição eu tinha feito lá no tempo em que o Brasil ainda tinha uma presidenta. Me garanti cedo.
Já tinha resolvido que esta prova seria pra curtir mesmo, como nunca fiz. Um presente que eu estava me dando. Não teria compromisso com o desempenho. A intenção era a de levar o celular e registrar imagens de tudo que faz da meia de Pomerode uma corrida diferenciada. 


E, de fato, foi muito diferente pra mim, muito.
Mas pensa numa corrida diferente...
Multiplica.


Foi mais diferente que melancia quadrada...


Mais diferente que um Grenal jogado no Acre.


Só que entediante, como a expressão facial de uma galinha.


É que acabei errando o caminho de Pomerode e me perdendo em Jaraguá do Sul.
É sério, eu fiz isso.
Quando me dei conta estávamos, eu e meu irmão Juliano (que foi por companhia), em meio a uma plantação de bananas numa estrada de chão batido. 
Tudo isso porque eu sou um cara otimista. Demoro pra perder a esperança.
O otimista acredita na boa sorte até a última instância.
Seu time pode estar perdendo de dez a um, mas se ainda tiver cinco minutos pode ser que ele empate.
O otimista é como um mosquito na teia de aranha, ele não se entrega.
O otimista custa a acreditar que está perdido e vai se perdendo, se perdendo, se perdendo... E não é por teimosia. Não é. 
Quando chegamos ao local da prova já tinha quase trinta minutos de atraso.


Restou ficar assistindo a alegria dos corredores que concluíam a peleia enquanto eu tentava disfarçar a frustração.
Não é tão divertido ficar assistindo.
É como ir ao parque de diversões e ficar olhando as pessoas na montanha russa. Você não sente o frio na barriga.
Mas antes de partirmos para casa esperamos a chegada do amigo Cleiton com sua trupe e uma pequena grandiosa guerreira chamada Roberta.


Essa ação, de ser instrumento do bem, de proporcionar alegria em torno do esporte a quem depende tanto de medidas inclusivas só podia ser encabeçada por esse cara formidável. O Cleiton é um ser humaninho fantástico.
O nome do projeto em questão é Pernas Solidárias Joinville e vale muito a pena conhecer de perto. Sintam-se todos convidados a ter essa experiência. Garanto que já estou preparando a minha forma de participar também. Quem viver verá.
Mas continuando com minha Odisseia, parti dali para o carro quase nada satisfeito.
Mão no bolso procurando a chave pra ir embora logo... Nada.
No outro bolso... Nada.
Outro... Não.


Pátria que me pariu!!!
Eu só tinha um pouco de dignidade ainda e estava por perdê-lo.
De longe vi a chave do golzinho enterrada na fechadura. Pomposa e sorridente.
Juro que eu preferia tê-la perdido e me livrado de mais essa culpa.
Preferia ter que procurar até o fim do dia a me sentir um idiota.
Mas não. A chave me sorria como dissesse: "Perdeu otário!!! Dois a zero pra mim" (sim, eu sou reincidente).
E peguei a estrada para Joinville sem olhar muito para trás.
Abraço turminha, e até a próxima.
Obrigado pela leitura.

Nenhum comentário:

Postar um comentário