quarta-feira, 4 de novembro de 2015

8ª MEIA MARATONA CIDADE DE POMERODE - 01/11/2015

Se a semana de chuva dificultou pra que eu encontrasse boas condições de treino, facilitou bastante pra que encontrasse uma boa desculpa pra ficar em casa assistindo TV e comendo mortadela. Mesmo assim dei jeito de ir para a academia fazer um fortalecimento (na consciência). Porque se tem por onde a gente põe uma boa corrida "a perder" é pela confiança, pela falta dela aliás. Acreditar em si é primordial.
Eu posso! Eu consigo!
Correr a meia maratona de Pomerode seria um "longão de luxo" pra mim. Sem pressão, sem ansiedade. Além de não ter treinado direito, a prova não era o principal objetivo. Talvez por isso eu tenha relaxado um pouco.
Mas é sempre bom participar de uma corrida longa e bem organizada, sem falar da tradição que a meia de Pomerode tem. E é motivador estar no meio de gente determinada, focada. Inspira.
Por fim, como diz o velho ditado: "Mais vale um dia ruim de pescaria que um bom dia de trabalho". Bora correr!


Por causa do horário da largada e da distância entre Joinville e Pomerode tivemos que pular cedo do berço.
É claro que existem outras variáveis em relação aos preparativos para as corridas. Tem a questão do ritual de cada um (no banheiro) antes de sair de casa; Tem a margem de antecedência pra chegar no local da corrida, estacionar o carro, passar no banheiro, retirar o kit, aquecer as pernas, alongar o corpo, passar no banheiro, se colocar na largada... Enfim.
Acordei antes das três e meia da matina, tomei um cafezinho e fui pro banheiro fazer o que ninguém faria por mim.
Ouvi leves passos no corredor enquanto "fazia o serviço" e isso me fez perder a concentração.
Quando saí da "casa de força" me deparei com o velho Saucony vindo em minha direção:
- Me leva com você, me leva.
Ele me olhava de um jeito que não tive como negar a parceria. Além do quê, seria uma ótima despedida das pistas pra ele.
- Simbora!

Peguei o resto do material e fui buscar o mano.

Ah, uma chave pra esse portão!
Depois passamos pegar o Ricardo e o dia ainda estava longe de amanhecer.


O bom de uma viagem, ainda que seja uma viagem curta, é a conversa boa que pode rolar no carro. Por isso não aconselho dar carona pra gente chata. Porque gente chata não para no cinto, já percebeu?


Tudo ia bem. Papo vai, papo vem.
De repente, lá pelas tantas, a conversa foi perdendo a graça pra mim. A viagem foi ficando demorada. Pomerode parecia ficar pra lá da Bahia, e encontrar um posto de gasolina com banheiro era tudo o que eu queria (forcei na rima agora).
Minha nossa!!!
Você já experimentou "prender" os próprios gases? 
Certamente que sim, não é?


Eu estava diante de um grande desafio naquele momento.
Mas não eram só os gases...
Você já experimentou "segurar um piriri" (diarreia, disenteria, livramento, caganeira, etc)?
E você conseguiu? 
Eu não.


Ainda bem que existem a discrição e o calção reserva de um irmão... HAHAHA...
O resto é história, e eu não vou contar agora.
Por causa desse e de outros contratempos o tempo ficou escasso e acabei deixando a galera toda ir embora na largada. Ouvi de dentro de um banheiro químico o locutor fazer a contagem regressiva enquanto me perguntava se valeria a pena fazer aqueles 21 km ainda. Quando passei no portal para abrir a contagem os corredores da prova dos 6 km já se posicionavam.
Se antes eu não estava preocupado com meu tempo de corrida, imagina depois de toda essa cagada? Com o perdão da palavra.
Saí meio sem graça, com a impressão de que era apontado por todos quando passava. Era como se eu estivesse numa pista de dança preocupado se as pessoas notariam que não sei dançar, se comentariam. Na verdade isso é condição do egocêntrico. Ninguém se importa se danço no ritmo ou fora dele, ninguém fica olhando. Aposto que muita gente já teve uma experiência "indigesta" como a minha.
Importante mesmo é que nunca corri tão "leve e solto"... HAHAHAHA...


Conforme o meu padrão de corrida imaginava fazer uma prova pra fechar em 1 hora e meia, sem muito sacrifício. Fiz em 1 hora e 27 minutos.

A diferença entre o tempo líquido e o tempo bruto foi o quanto passei atrasado na largada. Nada mal.
Depois de ter começado com as coisas dando errado, de repente a poeira baixava.
Poeira? De onde? A prova foi com garoa do início ao fim.
É verdade que o clima ajudou para que o desempenho dos corredores fosse satisfatório. Mas um pouco de calor combinaria melhor com o chopezinho que é distribuído depois da corrida (ou durante a corrida para os corredores que se garantem).


Outros destaques que eu não poderia deixar de comentar foram:
A superação da There nos 21 km.

Com escolta e tudo mais.
Cruzando a linha de chegada em 3,2,1... 
Uhulll
 E o pódio do amigo Ricardo em sua categoria.

3º lugar - categoria 25/29 anos
Se eu não tivesse ficado em casa vendo TV e comendo mortadela, certamente não teria essa história pra contar.
Claro que teve muito mais na 8ª Meia Maratona Cidade de Pomerode. Só que agora eu preciso ir pro banheiro, urgentemente. São mais de uma hora da manhã e eu preciso tomar um banho pra dormir.
Ah! Pensou besteira, não é?
Abraço e até a próxima, seus danados.  


4 comentários:

  1. kkkkkkkkkkkkkkk

    Não consigo parar de rir...

    ResponderExcluir
  2. Que situação. Já passei por algo parecido, mas meu amigo Cassiano é mestre nisso. Esse tempo de chuva a gente relaxa mesmo, tenho desculpa para não treinar todo dia quando chego em casa do trabalho. Parabéns por mais essa corrida, fez um tempo ótimo apesar de tudo. Abraço.

    ResponderExcluir
  3. Hahahaha.. sensacional, Marciano! Hahahahaha

    ResponderExcluir