quinta-feira, 18 de junho de 2015

CIRCUITO BRASIL DE CORRIDA DE RUA - ETAPA JOINVILLE - 07/06/2015

"Disparo contra o sol, sou forte, sou por acaso... minha metralhadora cheia de mágoas, eu sou o cara. Cansado de correr na direção contrária, sem pódio de chegada ou beijo de namorada, eu sou mais um cara."

O tempo não pára...Você corre, e o tempo ruge. O bicho é bravo e você corre. Não me refiro a correr de cachorro. Porque nem o bicho tem tempo pra correr atrás de você agora. Meu vizinho tá ensinando o dele ir no banco pagar as contas. E o cachorro tá de combinação com um ganso pra fazer a guarda da casa durante o dia, enquanto ele vai na agência. Mas esse ganso só pode nas terças e nas quintas, porque nos outros dias faz curso de ferramenteiro e inglês avançado. O vizinho chegou em casa um dia desses e tropeçou no bicho, que foi logo se desculpando: "Excuse me! Excuse me!". Tá indo bem no curso o danado.
Eu, na minha correria, ando meio atrasado na atualização do blog. 
Deixa eu contar um pouco sobre a etapa de Joinville do Circuito Brasil de Corrida de Rua.
Logomarca do circuito
Achei super estranho chegar ao local da corrida e encontrar tão poucos participantes. Não lembro de outra vez que isso tenha acontecido. Entre outras razões, acredito que o fato de haver outras duas provas no mesmo dia, em Blumenau e em Florianópolis, tenha dividido o pessoal que corre. Ou não...
Fato também, é que estando a duas semanas da primeira participação em maratona, eu estava um pouco ansioso. Minha cabeça havia comprado passagens aéreas numa liquidação-relâmpago e viajado antes de mim pra Porto Alegre. E, não vendo outra saída, precisei me adaptar com o que tinha, preservando o charme, que é de berço.
- E aí eu disse que não podia fazer nada... blá, blá, blá...
Apesar da baixa adesão dos corredores, é preciso salientar a ótima estrutura colocada à disposição. O percurso conhecido nas proximidades do Centreventos foi reduzido a 4 e 8 km, sendo que no segundo caso o atleta repetia a volta. Teve kit de frutas, isotônico, distribuição de pequenas doses de iogurte, premiação nas categorias da distância maior, e sorteio de uma casa mobiliada com carro na garagem e um ano de supermercado grátis. 
Tirando a parte da casa mobiliada, do carro e do supermercado, o resto é verdade.   
Eu e meu irmão... Tão parecidos.
Sentindo falta da minha cabeça, eu não conseguia me concentrar na corrida. Sempre fomos tão próximos e eu não sabia se ela podia estar passando alguma dificuldade lá nos pampas. Eu ficava pensando em ter que esperar uma semana ainda até reencontrá-la, enquanto via o asfalto passar sob o solado do tênis novo que comprei só por causa da maratona. Não sei por que tenho a ilusão de que posso correr melhor só porque um par de tênis é novo. Deve ser o contrário, porque o calçado que sai da caixa ainda não conhece a cidade, não está acostumado com a umidade do nosso ar, nem com os buracos da Santos Dumont.
Ainda assim consegui subir no pódio em quinto lugar no geral.

- Êêêêêê...
Assim que teve oportunidade o Koball quis perguntar sobre a cara nova que eu tava ostentando. Ele veio com um papo sobre limpeza de pele, esfoliação, hidratação, peeling...

- Aí você desobstrui os poros num processo de hidratação e massagem...
Nem sei por quê ele veio dizer isso pra mim...


Apesar de eu ter pego a quinta colocação, a organização da corrida me chamou junto com o Cleiton para dar esclarecimentos sobre o tempo bruto e o tempo líquido. Como eu havia corrido de carona no ritmo do simpático amigo acabamos passando juntos a linha de chegada. Seriam então dois critérios para o desempate, sendo que o primeiro se tratava da beleza. A cara trocada me garantiu continuar empatado. Daí fomos decidir no "Quem-perde-ganha"... aí eu perdi, então eu ganhei.
Um mais bonito que o outro. O outro é o Cleiton.
No fim das contas ainda fui agraciado com aquela conversa boa que gosto de ter com os amigos.
Com o amigo Sérgio de Itajaí e o amigo Adriano, de todos os lugares.
Na volta pra casa eu sentia que a contagem regressiva havia começado e eu estava a cada pouco mais próximo a Porto Alegre.
Minha cabeça não dava sinal de vida e seria um martírio passar a semana sem conseguir me concentrar em outra coisa. Eu pensava se ela não estaria passando frio ou fome. Ouvi falar que lá no fim do mapa o vento tem origem polar e é chamado de minuano. Pobre cabeça que não levou nem uma touquinha pra se esquentar. 

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